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Funceme participa do 6º Fórum Mundial da Água

No evento, especialistas, membros de governos e instituições de 140 países discutem os desafios da água no mundo

Com uma forte expectativa com relação às contribuições que a Rio+20 poderá oferecer ao tema água, autoridades francesas e do Conselho Mundial da Água abriram ontem, em Marselha, na França, o 6º Fórum Mundial da Água. Durante toda a semana, especialistas, membros de governos e instituições oficiais, usuários de água e sociedade civil de cerca de 140 países discutem os desafios da água no mundo. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chefe da delegação brasileira, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, participaram da cerimônia de abertura. O presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, representa o Ceará no evento.


O primeiro-ministro da França, François Fillon, fez um enfático discurso no qual defendeu a criação de uma Organização Mundial de Meio Ambiente e uma agência exclusiva das Nações Unidas para cuidar do tema água. “Por que ter uma Organização Mundial do Comércio e não ter uma Organização Mundial do Meio Ambiente”, questionou Fillon.
Ele defendeu um esforço mundial para melhorar ainda mais os resultados apontados pela ONU na semana passada, com relação a acesso a água potável, e propôs que haja esforços para universalizar o saneamento básico até 2030.


O responsável pelo tema água nas Nações Unidas, Michel Jarraud, que também participou da cerimônia de abertura, chamou atenção para os principais desafios: aumento do uso de água pelo setor de irrigação, saneamento, secas e enchentes.


Na semana passada, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e  a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgaram que mais de dois milhões de pessoas passaram a ter acesso a água de melhor qualidade, o que representa 89% da população mundial.


No entanto, Jarraud chamou a atenção para o problema do saneamento, pois mais de 1 bilhão de pessoas continuam sem rede sem redes de esgoto e cerca de quatro mil crianças morrem diariamente devido a doenças de veiculação hídrica.


A organização do evento transmitiu um vídeo com uma mensagem do secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, gravada exclusivamente para o evento, na qual o secretário comemorava as melhoras divulgadas pela ONU, mas e afirmava que ainda há muito o que fazer e que o tema será discutido na Rio+20, onde água será um dos nove termas estratégicos.
Também participaram da abertura do Fórum, o prefeito de Marselha, Jean Claude Gaudin, o presidente do 6º Fórum Mundial da Água e ex-diretor da ANA, Benedito Braga, e o presidente do Conselho Mundial da Água, Loïc Fouchon.


Segundo Fouchon, ao final do Fórum haverá uma plataforma de 1.500 soluções que serão apresentadas e todas estarão à disposição dos países e dos governos. “Trata-se de uma reserva e vitrine que oferecemos”. Segundo ele, outro serviço oferecido pelo Conselho Mundial da Água é unir parlamentares de todo o mundo em uma aliança para discutir a adoção das soluções em seus países.
Ao longo da semana, o Fórum terá várias sessões e mesas redondas para discutir e apresentar temas como: Água e Saneamento, Água e Economia Verde, Governança Mundial da Água, As Perspectivas para a Rio+20, entre outros assuntos de caráter mais técnico.


Data: 13/03/2012
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA)

 

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