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Chuvas da pós-estação superam média histórica no Ceará (2009)

Em julho, até o dia 24, choveu 56mm no Estado, índice 152,4% superior à média do mês, que é de 22,2mm

 

A previsão da Funceme para a pós-estação (junho e julho) chuvosa no Ceará foi confirmada: chove acima da média histórica no período. Neste mês, até o dia 24, choveu em todo o Estado 56mm, índice 152,4% superior que a média mensal – 22,2mm. O município onde foi registrado o maior acumulado de precipitação foi Piquet Carneiro, no Sertão Central, com 288mm, 863,2% mais que a média – 29,9mm. Em Fortaleza, o desvio positivo já é de 294,5%, choveu 215,4mm onde a média do mês é 54,6mm.

 

Em junho, a chuva acumulada em todo o Estado foi de 80mm. Isso representou aumento de 69,3% sobre a média histórica de 47,2mm. Em Trairi, no litoral de Pecém, a precipitação do primeiro mês da pós-estação foi de 279,4mm – 78% acima da média de 156,5mm. Na Capital não foi diferente: enquanto a média no período é de 100,1mm, foi registrado um acumulado de chuvas de 252,6mm (152,3% a mais).

 

Desde 1985 quando foi registrada média de 69mm de chuva no Estado não havia um mês de julho tão chuvoso, ou seja, nos últimos 24 anos não chovia tanto no referido mês como neste ano.

 

O que causou a chuva a cima da média?

 

O estado do Ceará tem três períodos de chuva: a pré-estação chuvosa (dezembro-janeiro), a estação chuvosa (fevereiro-maio) e a pós-estação chuvosa (junho e julho). No caso da pós-estação, o principal sistema meteorológico que causa chuva no estado do Ceará, são as Ondas de Leste, que é o mesmo sistema indutor de chuva na estação chuvosa (maio-agosto) no leste do Nordeste do Brasil. As ondas de Leste são aglomerados de nuvens de chuva que se formam na costa da África e se propagam até o litoral leste do Nordeste do Brasil. Quando esse sistema está com atividade convectiva forte e dependendo da direção do vento ele causa chuva no Ceará, principalmente no leste do Estado, faixa litorânea, adjacências e raramente no Sertão Central, serra da Ibiapaba e Cariri.

 

Como este ano às águas superficiais do oceano Atlântico Sul estavam mais aquecidas do que o normal e à previsão climática para a estação chuvosa no leste do Nordeste do Brasil foi de chuva acima da média histórica da região, esses pulsos da Onda de Leste estão mais intensos e mais freqüentes o que favoreceu juntamente com a predominância da direção do vento de leste, no estado do Ceará neste mês, chuva mais freqüente. Além desses dois fatores, um Cavado de Altos Níveis (CAN), fenômeno típico da pré-estação chuvosa, contribuiu nos dias 22 e 23 de julho para ocorrência de chuva em todas as regiões cearenses.

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