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Cientistas reunidos em Fortaleza para discutir o clima no Nordeste

Workshop preparatório para ICID+18 abordou passado, presente e futuro das mudanças climáticas na Região

 

Cientistas das principais instituições que estudam o Clima no Brasil estiveram reunidos em Fortaleza, nos dias 1 e 2 de junho, para discutir os impactos das mudanças climáticas na economia dos estados nordestinos. Durante o Workshop “Clima no Nordeste Brasileiro: Passado, Presente e Futuro”, foi elaborado um documento com as sínteses das discussões, que será encaminhado para a coordenação da Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas – ICID+18. “Abordamos, especificamente, o que temos de conhecimento sobre este tema na Região, sugerimos formas de melhorar este conhecimento e apontamos as prioridades de investimento para que avancemos”, explicou Eduardo Sávio Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

 

Até o fim da semana, o documento sintético do Workshop deve ser apresentado para o coordenador da ICID+18, Antônio Rocha Magalhães. Uma das principais necessidades identificadas pelos cientistas é a formação de pesquisadores na área dos impactos e adaptação às mudanças climáticas. “Sugerimos a criação, na UECE e na UFC, de cursos de mestrado e doutorado em meteorologia e oceanografia, envolvendo suas relações com agricultura, recursos hídricos, energia, dentre outros setores”, destacou  Martins.

 

Para o pesquisador Pedro da Silva Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, o Brasil ainda não está bem estruturado para aumentar a promoção de trabalhos científicos sobre os impactos das mudanças climáticas. “Falta uma política mais agressiva para orientar estes trabalhos. É fundamental termos um número maior de pessoas estudando de forma mais rigorosa a relação entre Clima e Economia”.

 

Passado e Futuro

 

Segundo Pedro Dias, o incremento nos investimentos para aperfeiçoar características dos modelos de previsão climática no Brasil é um dos desafios apontados no documento sintético do Workshop . “Temos que aumentar a capacidade de previsão para 10 ou 20 anos. Também buscaremos formas de tornar mais eficiente nossas previsões analisando o passado. Com a Paleoclimatologia, onde reconstruímos o clima de eras antigas, podemos ter uma visão mais clara da variabilidade climática”.

 

Ele apontou o trabalho da Funceme como exemplo para tornar o sistema econômico menos vulnerável às variações do clima. “O Ceará é hoje um dos estado mais bem adaptados às mudanças climáticas. Isso é consequência do conhecimento gerado na Funceme e das parcerias da instituição com  universidades, defesa civil e órgãos ligados à agricultura à gestão de recursos hídricos”.

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