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Entidades cobram ações emergenciais contra a seca

Em reunião do Movimento Água Já, presidente da Funceme mostrou que previsão de seca foi emitida desde dezembro


Ações emergenciais para amenizar os impactos da seca no Ceará como, por exemplo, a possibilidade de antecipação da transposição das águas do Rio São Francisco, são anseio de várias entidades da sociedade civil e de classes, que participaram nesta sexta-feira (12/04) da mesa redonda do Movimento Água Já, realizado pelo Instituto Frutal, com apoio de entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Centro Industrial do Ceará (CIC), Federação das Associações do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária do Ceará (Facic), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme),  dentre outras.

A mesa redonda, realizada na sede da FIEC, teve apresentação do presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, que enfatizou as previsões climáticas desde dezembro de 2012 apontando para uma estação chuvosa abaixo da normal no Ceará. “Não podemos admitir que a meteorologia nacional seja culpada. Temos documentos elaborados pelos institutos nacionais e estaduais mostrando fortes indicadores de que as precipitações ficariam abaixo da normal no Nordeste. Este prognóstico foi atualizado em janeiro, fevereiro e março, sempre apontando um quadro desfavorável às chuvas”.

Segundo Martins, as projeções até o fim do primeiro semestre de 2013 permanecem negativas. “As condições termodinâmicas da atmosfera e dos oceanos não sofreram significativas alterações, permanecendo, assim, um quadro desfavorável para chuvas no próximo semestre”, adiantou.

Também foram discutidas ações para segurança hídrica e antecipação da transposição do São Francisco e Cinturão das Águas do Ceará e a atual situação de abastecimento das cidades, das obras de infraestrutura hídrica e sugestões de políticas para minorar os efeitos do prolongamento da seca. Hoje, segundo a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh), dos 139 reservatórios monitorados pelo órgão, 23 açudes estão em situação muito crítica (com menos de 10% de sua capacidade); 51 estão em estado crítico (entre 10% e 30% da capacidade) e 37 açudes (entre 30% e 50% da capacidade) em situação de alerta.

Longo prazo

O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, destacou a necessidade de ações de longo prazo e uma maior preparação dos estados para a estiagem, uma vez que a tendência é que os períodos de seca passem a ser mais frequentes e longos. No entanto, Bringel criticou o fato de hoje cerca de 12 milhões de pessoas no Nordeste estarem em municípios com decreto de emergência por causa da seca e a principal obra para amenizar essa situação – a transposição do Rio São Francisco – não é tratada como emergência pelo governo federal.

O vice-presidente da FIEC, Carlos Prado, disse que, apesar de ser um momento crítico, é preciso existir uma mudança de pensamento, mudando o foco emergencial para longo prazo. Disse ele: “Há necessidade de um trabalho de longo prazo. Medidas que se restringem apenas a um governo não vão resolver essa situação, serão apenas atenuantes”. No entanto, afirmou que o movimento Água Já assume caráter emergencial para pressionar as entidades governamentais a acelerarem as obras relativas à transposição do Rio São Francisco.

Segundo Carlos Prado, “o ritmo em que está, se tivermos mais um ano de secam, a situação ficará dramática.” E completou: “Como produtor rural que atua no semiárido há três décadas e como produtor de máquinas para a agricultura há 40 anos, acho que evoluímos muito pouco em relação à seca. Temas um sistema político no Brasil que não se permite fazer projetos a longo prazo”.

Infraestrutura hídrica

O evento contou também com apresentação do secretário nacional de Infraestrutura  Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Francisco Teixeira. Conforme ele, o Rio São Francisco representa hoje, considerando todos os rios intermitentes no Nordeste brasileiro, 70% da água existente na região. “O Nordeste só tem 3% da disponibilidade hídrica do Brasil.”

Francisco Teixeira informou que transposição ficará pronta no final de 2015. Como a obra é feira em etapas, para o Ceará, a expectativa é que até o final de 2014 a água esteja chegando na fronteira de Pernambuco com o estado, mas a obra não estaria completamente pronta.

Sobre as demandas do Movimento Água Já, disse que o que poderia acelerar o processo da transposição era a mudança de alguns contratos, a fim de que as obras ocorram em dois turnos: dia e noite. “A tendência é de que a obra já seja trabalhada dessa forma. Algumas etapas, como as que contemplam as centrais de bombeamento e o túnel, já ocorrem assim.”

Com relação aos impactos da estiagem no Nordeste, Francisco Teixeira informou que afetam mais diretamente a agricultura, como a atividade leiteira e a fruticultura, por exemplo: “A bacia leiteira de Pernambuco foi praticamente dizimada, porque é feita em sequeiro. No Ceará, também houve uma queda na produção de leite. É claro que, se ocorrer uma seca em 2014, teremos um impacto ainda maior; se chegar a 2015, atingirá parte da agricultura irrigada e pecuária”.

Para ele, é possível que a agricultura irrigada já sofra um pouco este ano com o corte de água. “Isso porque a legislação diz que, no caso de a água não ser suficiente para todos os usos, é preciso cortar da agricultura, por exemplo, no meio rural, para fornecer para o abastecimento humano. Ninguém sabe o impacto disso. Os impactos na Bahia, em Pernambuco, em Alagoas, e, em menor escala, na Paraíba, são bem maiores do que no Ceará, porque a infraestrutura é menor. Nesses estados não há açudes de médio e grande portes como o Ceará”, explica Teixeira.

Apesar de não saber o montante dos recursos destinados ao Ceará, no pacote de R$ 9 bilhões recém-anunciado pela presidente da República, Dilma Rousseff, para combater os efeitos da seca, o secretário de Recursos Hídricos do Ministério da Integração Nacional ressaltou a importância de obras “de estado”, como o Eixão das Águas e o Cinturão das Águas. “São obras de planejamento. O Cinturão das Águas, por exemplo, é uma obra de longo prazo, que deve continuar por mais quatro ou cinco governos. Vai dar maior capilaridade às águas do São Francisco no sertão cearense.”


Fontes: Assessoria de Imprensa da FIEC e
Assessoria de Comunicação da Funceme
12 de abril de 2013

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