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Chuvas na quadra chuvosa de 2014 ficaram 24% abaixo da média

Em coletiva de imprensa, Funceme mostrou preocupação com níveis dos açudes e possível El Niño em 2015

As chuvas entre fevereiro e maio de 2014 ficaram 24% abaixo da média histórica no Ceará, foi o que informou a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, 13 de junho. De acordo com o presidente do órgão, Eduardo Sávio Martins, a média dos quatro meses é de 607,4mm e as precipitações acumuladas no Estado no período foram de 461,9mm. “Desde de dezembro do ano passado emitimos previsões mostrando maiores probabilidades de chuvas abaixo da média para meses da quadra chuvosa. Foi assim também no prognóstico oficial, divulgado em janeiro, e na previsão climática feita em fevereiro”, lembrou Martins.



Segundo os dados apresentados, a quadra chuvosa foi marcada pela irregularidade temporal e espacial, pois houve vários registros de veranicos (períodos de mais de cinco dias sem registro de precipitações), assim como houve diferença dos índices acumulados entre as Macrorregiões. No Litoral Norte, as chuvas ficaram 35% abaixo da média, nas demais regiões entre 15% e 33% abaixo. Já no Cariri, o período chuvoso teve um desvio positivo de 7%, considerado na categoria em torno da média.

Zona de Convergência

A explicação para as chuvas abaixo da média vêm dos oceanos. Enquanto houve uma neutralidade nas temperaturas do Pacífico, as condições do Atlântico não permitiram uma posição mais favorável da Zona de Convergência Intertropical, o que poderia trazer maior frequência de dias chuvosos no Ceará. “Até choveu melhor que em 2013 e que em 2012, pois houve um momento, em março, em que a Zona de Convergência esteve favorável e tivemos bons eventos de precipitação. Mas, no geral, o período chuvoso ficou marcado pela irregularidade”, avaliou o presidente da Funceme.



Enquanto o estação chuvosa de 2014 ficou 24% abaixo da média, nos anos anteriores os índices foram piores. Em 2013, as precipitações entre fevereiro e maio ficaram 37,7% abaixo da média em, em 2012, 50,7%. “Estamos no terceiro ano de estiagem e devemos focar nos impactos que isso traz para o Ceará”.

Açudes

Durante a apresentação, Eduardo Martins passou a preocupação quanto os níveis dos reservatórios. “Tivemos uma recarga de apenas 28% da média esperada. Temos bacias, como a de Crateús, em situação muito grave. Mas o Governo do Estado está ciente e agindo. Está sendo feita uma adutora permanente de 150 quilômetros para abastecer essa bacia, além das adutoras emergenciais, de engate rápido para outras áreas com níveis críticos”. Ele alertou ainda que no segundo semestre, as médias pluviométricas do Ceará são muito baixas e que, quase não haverá mais recarga em 2014. “É uma certeza que nós temos. As chuvas diminuirão muito e a evaporação e o consumo vão baixar ainda mais os níveis dos reservatórios”.

El Niño

Para Martins, deve ser dada uma atenção especial para o Oceano Pacífico em 2015, pois há um indicativo de grande possibilidade de haver El Niño. “Não é uma previsão, é uma preocupação. Há um sinal forte mostrando aquecimento no Pacífico no início do ano que vem. Um quadro de El Niño é associado a poucas chuvas no Nordeste. Devemos nos preparar para um quadro mais crítico”.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Funceme
13 de junho de 2014

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