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Projeto da Funceme recupera área degradada em Jaguaribe

Técnicos da instituição mostraram à comunidade do Brum os benefícios das intervenções no solo

Com 24% de seu território em processo de desertificação, o município de Jaguaribe foi escolhido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) como sede de um projeto de recuperação de solos degradados. Uma área de cinco hectares na comunidade do Sítio do Brum recebeu, em 2014, intervenções físicas orientadas pelos técnicos da instituição e hoje os benefícios obtidos são percebidos pela comunidade e por quem passa pelo local.



Na última sexta-feira, 3 de julho, a Funceme apresentou oficialmente às cerca de 25 famílias da comunidade os resultados do Projeto de Recuperação de Área Degradada da Sub-bacia Hidrográfica do Riacho do Brum - Jaguaribe/CE. O presidente da instituição, Eduardo Sávio Martins, o prefeito do Município, José Abner Diógenes, e representantes das três áreas de atuação da Funceme (Meio Ambiente, Meteorologia e Recursos Hídricos) estiveram na Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental Diomedes Barbosa para trocar experiências com os moradores do Brum.



Pela manhã, o projeto foi apresentado às crianças da Escola, que também assistiram a uma palestra sobre a importância do destino adequado do lixo e as soluções de descarte de resíduos, ministrada pela técnica Katiane Almeida, da Célula de Educação Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). Os alunos também visitaram a plataforma de coleta de dados da Funceme instalada na comunidade.









À tarde, foi a vez de os adultos assistirem às apresentações e discutirem os resultados do projeto. "Eu acreditei desde o início porque meu filho trabalhou na equipe que melhorou a terra. Algumas pessoas tinham desconfiança, mas quando a gente entra na área recuperada, tem vontade de ficar, pois o clima é mais agradável lá, não faz tanto calor. Eu nasci e me criei nesses tabuleiros e acho que essa foi umas das melhores ações que fizeram por aqui", opinou a professora Luzia Cosme Silva, moradora do Brum, orgulhosa do trabalho que o filho Josué Silva ajudou a desenvolver na comunidade.



Ainda emocionada com o recente falecimento do filho num acidente de moto, Luzia mostra força e esperança ao acreditar que o projeto do Brum pode ser modelo para outras localidades. "Tem tanta terra seca nessas redondezas que poderiam receber uma ação como essa. E a gente que participa aprende que é melhor cuidar da nossa terra do que destruir".

O projeto

O município de Jaguaribe faz parte do 3º Núcleo das Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD) no Ceará, e desde 2004 a Funceme esboçava um projeto de recuperação de terra no Médio Jaguaribe. Em 2012, através de financiamento pelo Fundo Clima, as ações foram iniciadas, com um diagnóstico socioeconômico das famílias da comunidade e diagnóstico físico da região.

"O Neto do Brum, líder comunitário, concordou em ceder uma área de cinco hectares, dos quais três deles estavam em processo adiantado de degradação. Em 2014, começamos as intervenções, sempre com o envolvimento da comunidade. Concluímos tudo em janeiro deste ano, antes da estação das chuvas. Hoje, mesmo com precipitações abaixo da média na região, os resultados do projeto são facilmente percebidos. Devido à maior conservação de umidade no solo, a mata ciliar ainda resiste e a vegetação permanece mais frondosa", comemora Margareth Carvalho, chefe do Núcleo de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Funceme.



Foram várias intervenções físicas no Brum, dentre elas barramentos sucessivos de pedra, terraceamento, sulcamento, escarificação do solo e aplicação de material orgânico e serrapilheira. Na quinta-feira, 2 de julho, técnicos das três áreas de atuação da Funceme fizeram visita técnica na área para constatar o grau de evolução da recuperação da terra, comparando com imagens feitas no início do projeto.



"A natureza fez com que eu acreditasse nesse projeto. Tínhamos a cultura de fazer queimadas e usar bastante agrotóxico. Chegou um momento em que a terra zerou e passou a negar o que eu investia. Tive que parar, ver onde errei e melhorar. No meu caso, o número excessivo de animais contribuiu para a degradação. Aí o projeto da Funceme chegou e eu vi a oportunidade de recuperar o solo e aprender o manejo correto", conta o líder comunitário Neto do Brum.




Fonte: Assessoria de Comunicação da Funceme
4 de julho de 2015

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