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Funceme 45 anos: avanços na Meteorologia para melhorar a previsão do tempo e do clima do Ceará

FOTO: Marcos Studart/Governo do Ceará

 

Todo ano as chuvas representam a maior esperança do cearense e, quando elas chegam na medida por ele desejada, se constituem na sua maior alegria. Se elas não vêm como seria considerado necessário, a tristeza (e, também, o sofrimento) toma conta do cotidiano. Em meio a este cenário, os estudos da Funceme têm sido de extrema importância. Na semana em que completa 45 anos, os avanços alcançados pelo núcleo de Meteorologia do órgão vêm melhorando o planejamento de ações a partir dos avanços para a previsão do tempo e do clima.

 

“Entre os principais desafios da Funceme têm sido prover informação (previsão climática e informes de precipitação) tempestivamente, com qualidade, no formato adequado, e de maneira compreensível ao público, seja governo ou sociedade, e sempre que possível, atendendo a cada setor de forma diferenciada”, comenta a supervisora do Núcleo de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.

 

Embora a previsão climática da Funceme, principalmente, nessa sequência de anos secos tenha indicado o quadro observado ao final da estação chuvosa, sabe-se que há necessidade de melhorar ainda mais a previsão, particularmente, a previsão intrasazonal, ou seja, o prognóstico da distribuição das precipitações ao longo da estação chuvosa. Em outras palavras, o agricultor gostaria de saber quando as chuvas se iniciam, quando cessarão, por quanto tempo, e quando retornarão.

 

Trabalho em conjunto

 

Buscando novas ideias para o convívio com a seca e a melhor gestão dos recursos hídricos, a Funceme tem participado de discussões com outros órgãos assim como com a população. Ao longo de seus 45 anos, os resultados têm sido satisfatórios. Dentre os encontros periódicos pode-se exemplificar os Comitês de Bacias Hidrográficas, o Comitê Integrado de Convivência com a Seca e o Conselho Municipal de Defesa Civil.

 

“A Funceme mantém permanente contato com a população que a procura diretamente (pessoalmente, via Internet ou telefone) e através da imprensa. Este contato direto com a sociedade tem estimulado a Fundação a melhorar a comunicação da informação da previsão de tempo e clima, desde a adequação da linguagem utilizada nos informes, bem como o desenvolvimento de novos meios de divulgação e disseminação da informação”, diz o supervisor da unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz.

 

Os resultados dessa integração e mesmo federais (ANA, CPTEC/INPE, por exemplo) têm sido cada vez melhores em prol do desenvolvimento sustentável do Ceará e da convivência com a seca, pois os conhecimentos e esforços das diversas instituições têm se somado em direção à obtenção desses bons resultados.

“A Funceme tem evoluído bastante ao longo desses anos. Atualmente opera e mantém uma das mais completas redes de monitoramento hidrometeorológico estaduais, composta por estações de recepção de imagens de satélites meteorológicos, radares meteorológicos, plataformas automáticas de coleta de dados, além da maior rede estadual de pluviômetros convencionais operada com a ajuda de observadores voluntários”, diz Sakamoto.

 

Antes de mesmo adquirir e desenvolver sistemas mais robustos, em 1974, com o intuito de monitorar as precipitações ocorridas no Ceará e subsidiar os mais diversos setores da sociedade com essas informações, a Funceme iniciou a implantação de sua rede pluviométrica, instalando 96 pluviômetros tipo “Ville de Paris” em cada sede de município ao longo das ferrovias, contando com o apoio, através de convênio, da Rede Ferroviária Federal que possuía transmissão via rádio (faixa comercial) para a observação e a transmissão dos dados de chuva.

 

Já em 1997, a quantidade de postos pluviométricos alcançava o total de 215 em todo o Estado. Nos dias atuais, o sistema de monitoramento de chuva conta com 550 postos pluviométricos convencionais. O levantamento de dados das precipitações são feitas por observadores voluntários, que são pessoas que aceitaram a instalação de um pluviômetro em suas terras e se comprometeram a efetuar a leitura, diariamente, das 7h às 7h, informando em seguida, à Funceme, o valor coletado.

 

Evolução

 

O órgão estadual tem investido também na ampliação de sua capacidade de processamento numérico, com a aquisição de diversos "clusters" de computadores para processamento de alto desempenho, que permitem rodar modelos numéricos. As pesquisas e desenvolvimentos em iniciaram-se nos anos 2000 e, já em 2005, levaram a instituição a se tornar a primeira no mundo a realizar e utilizar, de forma operacional, o downscaling dinâmico, ou seja, a regionalização de modelo global de clima.

 

A previsão climática para o Nordeste do Brasil e, especificamente, para o Ceará, que vem sendo realizada por downscalling, hoje conta também com os modelos numéricos Regional Atmospheric Modeling System (RAMS) e Regional Spectral Model (RSM). Desde 2012, a Funceme realiza o processamento do modelo de circulação geral da atmosfera (ECHAM 4.5) e utiliza metodología objetiva para definir as probabilidades apresentadas no prognóstico sazonal.

 

Em 2013, a Funceme estabeleceu-se como a primeira instituição estadual de Meteorologia do País, a processar modelo climático global, cujos resultados, além de subsidiarem a elaboração do prognóstico de clima para o Ceará, atualmente, são acessados por instituições internacionais de Meteorologia de países como Taiwan.

 

Já a partir de junho deste ano, a Funceme passou a realizar a previsão da Temperatura de Superfície do Mar (TSM), que é uma das principais informações para a elaboração os prognósticos da quadra chuvosa no Ceará. Raul Fritz explica que a instituição tem alcançado um bom nível de excelência nas suas atividades no campo da Meteorologia, porém se espera a continuidade da evolução da qualidade das informações geradas na área.

 

“Com a evolução, ao longo do tempo do conhecimento meteorológico, do ferramental disponível ao exercício da meteorologia e com mais meteorologistas dedicados aos trabalhos operacionais e de pesquisa, a meteorologia desenvolvida na Funceme deverá progredir, cada vez mais, consolidando-se mais ainda como referência nacional e internacional”, comenta o supervisor da unidade de Tempo e Clima.

 

Futuro

 

Na área da Meteorologia da Funceme, que já tem alcançado um bom nível de excelência nas suas atividades, se espera, para os próximos anos, a continuidade da evolução da qualidade das informações geradas na área, tais como aquelas relacionadas à previsão climática e de tempo, a partir do maior número e qualidade dos dados coletados, do aperfeiçoamento dos modelos de previsão de clima.

 

“Espera-se que a instituição possa vir a dispor de informações de chuva mais precisas mantendo-se a operação da Rede Cearense de Radares, com a aquisição de um novo radar meteorológico de banda X para substituir o equipamento atual, para a Região Metropolitana de Fortaleza. A aquisição de novos sistemas de recepção de satélites geoestacionários e de órbita polar também deve ser considerada para a melhoria do monitoramento e previsão no Ceará”, diz Meiry Sakamoto.



Com a evolução, ao longo do tempo do conhecimento meteorológico, do ferramental disponível ao exercício da Meteorologia e com mais meteorologistas dedicados aos trabalhos operacionais e de pesquisa, o trabalho desenvolvido na Funceme deverá progredir, cada vez mais, consolidando-se mais ainda como referência nacional e internacional.

 

Conheça alguns dos projetos desenvolvidos pelo Núcleo de Meteorologia aos longos dos 45 anos de história da instituição:

 

 

FONTE: Assessoria de Comunicação da Funceme

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