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Monitor de Secas inicia expansão para Minas Gerais

Pesquisadores reúnem-se em MG para expansão do Monitor de Secas (FOTO: Divulgação/Funceme) 

 

O Monitor de Secas, que é o monitoramento regular e periódico da situação da seca no Nordeste, iniciou seu processo de expansão para outros estados do Brasil. Neste mês de novembro, pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) realizaram treinamento com profissionais do Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) para validação de mapas de Minas Gerais.


Este foi o segundo momento da Funceme no órgão estadual mineiro. Em setembro deste ano, representantes da instituição cearense avaliaram a estrutura de Tecnologia de Informação do Igam, realizaram entrevistas, assim como fizeram o diagnóstico institucional para implementação do Monitor no estado da região Sudeste.

Já na semana passada, os pesquisadores do Ceará treinaram o corpo técnico do Instituto para validação das informações do Monitor de Secas. O grupo mineiro já participou, em caráter experimental, da elaboração do mapa mais recente da ferramenta, que foi divulgada na última sexta-feira (16).

Ainda durante a estada em MG, a Funceme articulou a formação de uma rede de observadores daquele estado formada a partir da parceria entre a Defesa Civil estadual e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater/MG).

O próximo mapa, que será publicado em dezembro com informações referentes às variações da seca deste mês de novembro, conterá informações de Minas Gerais. Até a entrada recente do Igam, o mapa do Monitor de secas era produzido mensalmente por um grupo de institutos de meteorologia e profissionais do Governo Federal. No Ceará, além da Funceme, a Universidade Federal do Ceará (UFC) integra o projeto.

MAPA RECENTE

O mapa mais recente do Monitor de Secas, que traz detalhes de outubro, aponta pouca variação dos níveis de seca em relação ao mês de setembro deste ano. Porém, em comparação ao mesmo período de 2017, observa-se uma redução do nível excepcional de seca, que passou de 37,95% para 2,99%.

No Ceará, a variação dos níveis em relação ao último mês é mínima, porém, quando comparada com outubro de 2018, o Estado apresentava situação mais crítica. Naquele período, o território apresentava 24,61% em seca excepcional. Já em 2018, não possui tal classificação desde fevereiro.

Apesar da melhoria no cenário hídrico, o Ceará ainda tem 101 açudes com volume abaixo dos 30% de sua capacidade total. O Castanhão, por exemplo, está com 5,08% do seu volume máximo.

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Felipe Lima
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